sábado, 30 de dezembro de 2017

Em 2018 eu vou...

Olá amigos da Naza,

Não é fácil pensar em metas para o próximo ano, pelo menos as que envolvem maior disciplina com a saúde e alimentação são difíceis de manter no meu cotidiano. No caso das financeiras, nunca me atrevi a colocar no papel e enfrentá-las.




Mas como disse meu amigo Senhor Bufunfa, metas públicas ajudam a manter o compromisso de cumpri-las, e quando há um propósito maior é importante registrar para que no fim do ano seja objeto de reflexão.

1. Para iniciar minha projeção financeira, tenho por meta aportar em média R$ 3.340,00 por mês para os próximos cinco anos. Esse valor multiplicado por sessenta meses, sem a inclusão de juros e correção, deve alcançar o montante de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Assim, para o ano de 2018 a perspectiva é de investir ao menos R$ 40.080,00 (quarenta mil reais e oitenta centavos).

Esse valor é em torno de 40% dos meus rendimentos líquidos. Como sou servidora pública tenho condições de estipular essa meta e como minhas contas são divididas com o marido acredito que, vivendo uma vida com o básico e de vez em quando um lazer, é possível cumprir até o fim do ano de 2018. É ousado, mas tenho que ter foco para alcançar!





 2. Minha segunda meta é partir para a educação financeira, a fim de aumentar minhas condições de negociação com a minha gerente e/ou estudar a possibilidade de troca de banco. Sou correntista no Banco do Brasil, a mesma agência da minha instituição, mas isso não tem sido vantajoso nem desvantagem até o momento. Mas acredito que se eu mergulhar mais no assunto posso rever essa afirmação.
Tenho alguns livros que tratam de produtividade e finanças, mas todos muito genéricos sobre o tema. A proposta é ler livros com maior conteúdo sobre investimentos fixos e variáveis, mas sem desespero por lucro. A ideia é apenas entender mais para aportar melhor.



3. E por fim a última meta financeira é melhorar algumas rotinas que me deixam sem margem para o cumprimento da meta. Digo margem para colocar mais dinheiro em outros meses, pois os meses de janeiro e dezembro são difíceis de aportar. O mês de janeiro tem IPTU, IPVA, Conselho, uniforme e material escolar. O mês de dezembro tem a anuidade da escola (que foi post no início do mês).

Mas eu tenho solução para criar essa margem e passa pela organização do tempo para cumprimento das metas. Me organizar toda semana para deixar marmitinhas prontas, comprar presentes para as festas de aniversário que minha filha frequenta com antecedência, pesquisar mais antes de adquirir coisas por impulso, arrumar os armários antes de ir ao supermercado, cuidar da beleza em casa, com produtos de salão adquiridos em casas especializadas, cuidar melhor das coisas que já tenho, doar o que está sem uso, enfim, como diz o William Douglas, afiar o machado antes da lida. Ainda que a fábula seja aplicada pelo William para os concurseiros (e eu a utilizei muito nesse propósito), se organizar para a rotina e preparar as ferramentas antes das atividades ajudam muito a realizar melhor e com mais qualidade aquilo que se propõe.

E vocês amigos, já colocaram no lápis o planejamento de 2018?




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O que entra na conta para chamar de "carteira de ativos"?

Olá amigos da Naza,

tenho pensado em colocar os valores que tenho poupado e contribuir para o ranking da blogosfera financeira, mas tenho muitas dúvidas.







O que deve constar na "Carteira de Ativos"? (FRUGAL, 2017). Termo que vi no Blog do Aportador Frugal e mais condizente com a minha questão.

Casa própria entra? Carro não né?

O Tesouro é o valor que pagou ou o valor que aparece no APP da corretora?

Gostaria de começar 2018 com o fechamento desse ano e algumas metas para refletir no fim do ano que vem.

A princípio o que tenho estimado é:

Tesouro Direto:
Poupança:
Brasilprev (eu):
Brasilprev (filhota):
Casa:
Carro:

O carro foi adquirido pelo valor de a vista em vinte e quatro vezes e concluo no mês de março de 2018, pago parcelinhas de R$ 480,14.


Não tenho outras dívidas, o apartamento adquiri com o marido e desde a compra ele deu uma valorizada.

Quem conhece um link dos amigos com dicas na blogosfera ajuda uma iniciante.




segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O que fica pra 2018 que afeta as contas?

Boa tarde amigos da Naza,

semana passada deixei quase que um desabafo sobre o meu mês mais pobre do ano, onde por conta da escola da minha filha as contas fecham no negativo. Fora as considerações pela minha equipe de trabalho, que é fechamento o ano inteiro.
E aí houve a colaboração do Senhor Bufunfa que vem refletindo sobre os filhos, quando ter, como ter e o que gastar. E isso gerou com outras questões de filhos um post no blog dele e como ele citou a anuidade da escola da minha filha algumas pessoas se assustaram e virou um debate bem interessante, inclusive pra mim.
Essas questões viraram uma reflexão, e venho expor com toda a franqueza e respeito que acredito que deva existir na blogosfera financeira, não apenas sobre um custo de escola mas também de valores que acredito, e que devo levar para 2018.


  • A escola da minha filha:
Acho que não ficou claro todo o contexto da escola e por isso tantas pessoas se assustaram. Moro numa capital da Região Sudeste, num bairro classe média e as escolas aqui na educação infantil custam a partir de R$ 400,00 por mês. Essas escolas mais baratas funcionam geralmente numa casa e o aluno se limita a própria sala de aula, ao espaço do recreio e quando há mais espaço um pequeno pátio. 
Eu digo isso porque fui pesquisar antes de optar pela escola da minha filha, que antes ficava em uma creche com a parte escolar no mesmo estilo. Como minha filha é muito tímida, o primeiro ano do maternal foi determinante para observar se ela ficaria nessa creche integrada, mas foi um desastre do ponto de vista pedagógico, ela não se desenvolveu na etapa mais lúdica, que é a coordenação motora, conhecer as primeiras letras, etc...
Existem creches gratuitas da educação infantil aqui? Existem, muitíssimo disputadas, com preferência para quem é assistido por programas sociais. 
Assim, fui visitar uma escola grande, de administração católica (eu sou de outra igreja), que possui da educação infantil ao ensino médio e gostei muito do ambiente. E desde 2016 ela estuda nesse local. Lá possuem educação psicomotora, natação, sala de vídeos, laboratório de informática e biblioteca, cujas atividades estão planejadas no horário da turma. Isso foi um choque pra ela no início, com muitas visitas minhas à coordenação, porque a timidez foi mais evidente, mas com acompanhamento tudo de resolveu e a partir disso ela deu uma guinada pedagógica, evoluiu e se mostra muito curiosa e inteligente.
A anuidade de 2018 será de R$ 10.300,00, o que gera uma mensalidade de R$ 858,35. Por isso irei lá nesse mês pra quitar a anuidade e ganharei dez por cento de desconto, o que dá mais de R$ 1.000,00 por mês. Vale a pena? Vale, porque um filho se desenvolvendo e feliz não tem preço.

O dualismo da escola pública ruim e a particular boa e de alunos bons na pública e playboys na boa possuem mais variáveis do que julga a nossa vã filosofia. Mas como mãe digo a vocês que os pais sempre darão o melhor pra seus filhos. Esse é o melhor que posso dar. Existem escolas ainda melhores e mais caras, mas dentro que consigo oferecer esse é o melhor quadro no momento.

Posso pagar a escola? Sim. Me endivido por causa dela? Não, porque tenho uma poupança apenas pra esse momento. 

  • Morar em bairros periféricos gastando menos ou em melhor localização gastando muito mais:
Já vivi os dois! 
Morei trinta anos muito mal, e passei toda a infância, adolescência e juventude em uma cidade da região metropolitana precária e tudo que precisava estava sempre longe, muito longe.
A escola que estudei até os oito anos eram dois quilômetros a pé, depois dos nove aos dezesseis estudava em outra cidade, a quinze quilômetros de distância e faculdade que fiz dos 21 aos 25 eram setenta quilômetros. Na juventude fazia dois estágios e faculdade a noite, e por quatro anos dormia apenas quatro horas por dia. Com o dinheiro pagava muita passagem, comia o estritamente necessário e sobrevivia. 
Quando passei no concurso continuei a morar nesse lugar por mais quatro anos, e meu salário rendia muito bem. Lá só tinha mercado e salão de beleza, como não frequento salão não gastava quase nada além de luz, telefone, internet e um almoço no fim de semana. Juntei dinheiro e comprei casa e depois meu carro. Fora os dias que ficava até seis horas na condução  havia suas vantagens, do ponto de vista financeiro.
Mas tem uma hora que cansa você viver numa cidade dormitório e foi assim que me organizei e peguei um apartamento financiado na  CEF. A mudança chocou meu marido. Hoje moramos há um raio de um quilometro no máximo de todos o serviços essenciais: banco, supermercado, INSS, lojas, restaurante, escolas, cursos, dentistas, hospitais. Se antes chegava a ficar três horas no ônibus pra chegar ao trabalho, hoje o faço em vinte minutos em média, mas sem trânsito levo oito. A cultura do local é totalmente distinta de onde vim. Aqui há a distância no tratamento ao cliente e na emissão do serviço. O que também acho bom, não quero ser amiga de quem instala um toldo na minha casa, e sim uma cliente educada e justa. 
A desvantagem? Pago condomínio por se tratar de um apartamento, os serviços são mais caros, tenho mais contas fixas. E ao mesmo tempo tenho acesso a tudo muito fácil, o que me obriga a me policiar pra não gastar demais.

Posso morar aqui? Posso. Consigo pagar as contas e ainda aportar? Consigo. Tenho mais qualidade de vida? Sim. 
Então fica a escolha de morar em um lugar mais caro com mais qualidade de vida.

  • A adoção do minimalismo no consumo:
Eis um tema da moda, que lá em casa já existia desde sempre, o minimalismo. O minimalismo é viver bem com o minimo necessário. Preciso de duas jaquetas jeans? Não, porque já tenho uma. E sapatos, tenho cinco, está bom, quando um rasga compro outro pra repor. Bolsa, tenho uma grande preta, uma média vinho, uma pequena azul, como não uso a azul ficarei com duas. Roupas de cama são três lençóis, um na cama e dois no armário, dá pra trocar e ter acidente que não fico na mão. 
Não preciso comer na rua todo dia por conta do trabalho, posso me organizar e levar minha marmitinha. Tenho dois computadores, um tem cinco anos e outro nove, uso os dois com frequência então nada de troca. Como disse acima, salão dificilmente tem minha presença lá pra fazer cabelo e unha. As roupas entraram num processo de serem adquiridas em lojas mais caras, com tecidos melhores, mas em pouca quantidade, somente o necessário.
Não fumo, não bebo nada alcoólico, não tenho hábitos noturnos, não peço mais delivery, não tenho diarista, não frequento shopping... 

Pretendo que continue assim...


Enfim, existem variáveis na vida a considerar sempre, e cada um deve refletir sobre suas práticas, escolhas e necessidades, pra saber o que é essencial e o que não é, mas sempre sendo honesto consigo mesmo. As finanças não são um fim nela mesmo, não podem ser o foco do coração e sim parte do planejamento de vida, com metas para curto, médio e longo prazo, pra que a vida seja vivida com o máximo possível de coerência. Gosto do Cerbasi quando ele diz que até o lazer deve ser previsto, se ele for algo essencial na vida de alguém. 

E vocês amigos da Naza, tem refletido sobre o que é essencial ou não? O que não pode faltar pra viver sem pirar, respeitando seu foco financeiro?




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O Décimo-terceiro no mês mais hard do ano.

Olá amigos da Naza,

hoje estava refletindo e conversando com meu marido (na verdade eu falando e ele quieto) que o décimo terceiro em dezembro não significa um dinheiro extra na minha vida financeira, por diversos fatores. Como temos uma filha pequena, tenho o hábito de negociar a anuidade escolar da criança, que na educação infantil custará em torno de R$ 10.000,00 golpinhos em 2018. Ainda que não seja custo e sim investimento porque é uma das melhores escolas da cidade, esse é o terceiro ano que vou ao financeiro do colégio em dezembro munida de um cheque para quitar essa anuidade antes e receber dez por cento de desconto à vista. O que me garante uma economia de R$ 1.000,00.


Se por um lado zero esse jogo, passo o ano inteiro sem receber boletos e tenho um razoável desconto, por outro lado dezembro é o mês que mais sinto a facada das contas, porque ela me consome R$ 9.000,00 mais as demais contas e em vez de entrar sai dinheiro.
Outro fator para servidor público federal é que a primeira parcela pode ser paga em julho e ela vem limpa, sem os descontos do imposto de renda e do INSS, então me sinto rhyca mesmo é no meio do ano, se recebi a metade do décimo limpo em julho, na prática recebo em dezembro a outra metade com os descontos, ou seja, um quarto do valor bruto. Aff!


Sem contar os compromissos sociais que temos nesse mês, minha filha sempre ganha mimos da minha equipe e conto com eles o ano inteiro, então vai mais um dinheirinho para comprar uma lembrança pra quem é fechamento.
Isso sem presentão pra ninguém, sem compra de roupa de festa, sem fazer banquete de fim de ano, sem as práticas de Natal e Ano Novo.

Ao fim, depois de quitar o colégio e as contas, posso estimar o valor que pretendo iniciar 2018 e prever as contas de início de ano, uma facada de cada vez, rs.

E vocês, só iniciam as grandes contas em janeiro?

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

2017: os erros e acertos de mais um ano.

Olá amigos da Naza,

lendo o blog do amigo Guilherme do Valores Reais (ele ainda não sabe dessa amizade, é meu amigo imaginário, rs) escreveu sobre o planejamento de 2018. O texto está ótimo, é um rapaz muito inspirado, vale a pena ler os textos publicados toda segunda-feira. Sugiro ainda que seja lido por etapas, porque apesar de conciso há muitas reflexões a fazer e considerar sobre esse tema.

Como ainda não iniciei totalmente meu planejamento, estou na fase de considerar os erros e acertos de 2017. Se por um lado conseguir continuar a gastar menos do que ganho e investir para minha maior meta, em compensação realizei erros que não quero mais para o futuro, e isso pode ser aplicável em 2018. Alguns por pura ignorância, por isso resolvi passar a buscar mais conteúdo e trocas sobre finanças e outros por ansiedade de resolver algo que não é pra mim, em vez de analisar com tranquilidade a proposta apresentada.
De antemão, ao colocar os tópicos tenho mais a comemorar do que reclamar, ainda que antes sentisse o contrário, então tive que mudar o título do post para ficar mais condizente com a realidade dessa reflexão.

Os erros!

1. Investir em Planos de Previdência do banco;

Não sei se é um erro ainda, estou buscando informações para compreender se devo tirar e colocar em outro produto, se devo apenas deixar quieto e adquirir outros produtos. Mas o fato é que não acredito quando a gerente me liga e diz que acima de cinquenta mil o rendimento é maior... Não acredito mesmo, será que ela diz a verdade?

2. Adquirir um título em um Clube de lazer;

Sério, esse está me doendo até agora. E totalmente culpa minha! Achei que ao adquirir esse título anual que custou R$800,00 golpinhos iria frequentar ao menos uma vez por mês e dar a minha família um espaço de lazer. O local é ótimo, há alguns recursos, mas nada que valha um título. E o pior: marido não quer ir e eu mesma fui uma vez com a filha, desde abril. Raiva define.





Os acertos!

1. Criei uma agenda financeira;

A verdade é que sempre separei um caderno de finanças para os gastos fixos mensais, porque ainda sou do tempo que consigo vislumbrar melhor meus gastos quando coloco no papel, literalmente. Nesse caderno também colocava senhas e protocolos de atendimento quando precisava entrar em contato com algum prestador de serviço. É algo simples mas que é importante quando há alguma desavença na fatura.
Mas no meio do ano assisti um vídeo da Patrícia Lages onde ela ensina a fazer um Bullet Journal Financeiro e, como meu caderno anterior estava no fim, foi uma bela oportunidade de iniciar um caderno com mais recursos, dentre eles metas financeiras para longo prazo. Algumas dicas da Patrícia não utilizei e/ou não utilizo mais, mas a essência do bullet foi mantido e a organização do caderno ficou melhor do que o anterior.


2. Passei a investir em educação financeira;

Tudo o que sempre fiz não deixou de ser correto, sempre gastei menos do que ganho, mas tudo sempre ficou na conta poupança. E foi assim que sempre alcancei metas, comprar minha casa, meu carro, pagar a anuidade do colégio da minha filha (sim, pago de uma vez com dez por cento de desconto). Mas há dois anos atrás a minha gerente me ofereceu planos de previdência VGBL para investir esse valor que ficava parado na poupança. E assim passei a investir montantes anualmente no meu plano e mensalmente para minha filha.
Mas tenho sempre uma desconfiança no que gerente fala porque ele tem metas financeiras a alcançar e não acredito que o que me é oferecido seja o melhor pra mim.
Enfim, dado meu pé atrás, comecei a assistir alguns canais no Youtube, comprei alguns livros sobre educação financeira e comportamento, a ler os blogueiros das finanças e refletir em cima das informações lidas e vistas.
O cenário não mudou muito, mas ontem recusei aportar mais um montante no Plano do banco. rs


3. Compras de supermercado em atacarejo;

Moro perto de grandes redes de supermercado, e as duas que eu mais frequentava tinha perfis distintos:
Mercado A - Bem popular, mas com produtos de qualidade, tem o estacionamento bem pequeno, corredores apertados e exige muita saúde mental para entrar no início do mês. É muito comum brigas por carrinhos e gritos. Só aceita débito e cartões alimentação. Possui preços bons e enfrentar para uma compra de mês com o grosso (arroz, feijão, macarrão, limpeza, carne) vale a pena, ainda que exija do cliente sangue frio e muita paciência.
Mercado B - Pouco popular, mais ainda assim não elitista, tem mais infraestrutura para estacionar e espaço interno para circular. Possui clientes com mais recursos, mas é frequentado por todas as classes. Não é comum brigas como no outro. Aceita todo tipo de cartão. Possui preços bons por dia, tipo o dia da carne, o dia dos legumes, e compensa ir após o trabalho no dia do produto fazer uma reposição, sem circular nos outros setores. Compra de mês nem pensar. Prejuízo enorme!

Essa dicotomia acabou quando abriu um atacarejo de outra grande marca no outro bairro, onde me desloco mais dez minutos do que os mercados A e B. Tem a infraestrutura para estacionar, espaço pra circular, o preço é muito bom e tenho percebido a diferença no bolso, na ordem de trinta por cento do que quando fazia a compra nos dois mercados perto de casa. Alguns problemas não o tornam perfeito, como a pouca opção de marcas de alguns produtos, e a necessidade de pegar alguns itens a mais para aproveitar o desconto, que exige mais espaço na dispensa, mas o saldo é bem positivo. Não tenho o terror psicológico do primeiro nem o susto no caixa do segundo.

4. Cozinhar mais em casa, com minha filha;

Sempre gostei de cozinhar, mas nesse ano me aprimorei em fazer dois alimentos que fizeram diferença no bolso: pão e pizza. E de quebra sempre tenho uma companhia que adora me acompanhar na cozinha, Isabel (Lindalva).
Não lembro quando começei mas a compra de pizza delivery diminuiu a quase zero depois que passei a fazer. Além de ser mais saborosa (em minha humilde opinião) acredito que custe um terço do que seria comprar pra entrega. Na listagem do supermercado já prevejo os ingredientes para não faltar.
O pão rende bem e se tornou uma maneira gentil de agradar aos amigos e vizinhos. Outro dia fui a uma reunião com o pão recém-assado que me rendeu um bom ambiente de trocas. rs
E minha filha cresce frequentando a cozinha de forma prazerosa. Ela tem o kit de avental e chapéu e curte dizer a todos que juntas fizemos o alimento.

5. Almoçar aos domingos em casa;

Um hábito que deixou de existir. Sou cristã e vou a igreja pela manhã. Antes buscava o marido em casa e íamos almoçar na rua, agora enquanto estou na igreja ele compra alguma coisa ou deixo assando uma carne e fazemos um almoço simples mas em casa. Além de economizar, garante o almoço de segunda, rs.


6. Passei a adquirir roupas em menor quantidade e muito mais qualidade.

Acho que o Programa Esquadrão da Moda fez efeito em mim. Nos últimos anos observei que as peças de qualidade que comprei duraram mais e me deixaram mais adequada a certas formalidades que preciso frequentar. Não é uma questão de economia apenas, mas de perceber que o barato saia caro na imagem que preciso passar e no bolso também, por perder logo o viço do novo.
Uma boa camisa não é a da griffe a ou b, mas a que apresente uma textura mais bacana, fique bem com uma calça social, enfim. Como faço apresentações com certa frequência ao público externo, preciso dessas peças, e como investi um pouco mais tenho comprado menos roupas por conta disso.



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Ao fim de tudo, percebi que o saldo é positivo, e que fica de lição para o próximo ano aprimorar os acertos e evitar esses erros, com educação financeira e maior uso da razão.

Enquanto não jogo ninguém pela escada, fico aqui aguardando uma troca de dicas. Tem alguns acertos para contar também?


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Os serviços essenciais do Banco - tomei uma decisão!

Amigos da Naza, tudo bem?

O mais legal de ler os textos da blogosfera financeira é conhecer as angústias do brasileiro classe média (em média) poupador e perceber como todos, em algum momento, tomamos decisões precipitadas e também decisões quase que tardias...

Sou cliente de um grande banco público e no meu retorno há uns três anos atrás na condição de cliente (em outra saga, contarei em breve) ao assinar meu contrato percebi que havia o pacote de serviços essenciais (mas fingi que não) mas, em negrito e já assinalado, o pacote oferecido pela minha gerente.

Naquele momento eu queria mais voltar a minha vida de cliente desse banco do que brigar para utilizar os serviços essenciais que não tinham custo. O valor era de R$ 10,90 mensais e não havia muita diferença do gratuito.



Pois bem, três anos depois e alguns infortúnios, como a cobrança de R8,40 para emissão de mais de quatro folhas de cheque, teds de R$ 9,00 e a percepção de que essa cobrança mensal era só uma despesa que não servia pra nada, faltava coragem de pedir algo que é um direito do consumidor. O pacote de serviços essenciais:

Para quem não conhece, segue o link com a normativa do Banco Central: https://www.bcb.gov.br/Fis/Tarifas/tarifas3594.asp . Acesso em: 23 nov. 2017.


FALTAVA!!!

No início desse mês tenho a surpresa de verificar no meu extrato que o pacote aumentou! Ou seja, aquilo que já me irritava estava mais caro!
Enviei mensagem a minha gerente que me contestou, crendo que eu desconheço meus direitos!

Mas como decidi que não iria utilizar a mesma estratégia que ela, por entender que esse é o seu papel, optei por sinalizar a informação que está na página do próprio banco, e sem mais questionamentos ela resolveu retirar a cobrança.

Agora não pago de banco nem anuidades de cartão...

Aliás, solicitar a troca de gerente está na minha lista de decisões a tomar, rs.

E você, ainda paga taxas de banco? Tem decisões a tomar?

Um abraço!



terça-feira, 21 de novembro de 2017

No mundo da blogosfera financeira.

Olá amigos prósperos!

Resolvi criar esse blog pra trocar ideias com os mais experientes blogueiros da blogosfera financeira. Assim como vocês sou mais cuidadosa com minhas finanças do que os demais do meu entorno, mas falta conhecimento, que vim buscar nesse ambiente virtual.
Para ambientá-los no meu mundo segue algumas infos:

Sou uma mulher na faixa de 35 anos, casada, e com uma filha, a Isabel (Lindalva). rs



Nessa vida financeira estou no meu segundo imóvel (comprei uma casa com 24 anos e troquei por um apartamento aos 30) e no segundo carro (tive um celta e, após cinco anos e a busca por mais segurança, troquei por um sandero);



Trabalho no serviço público;

Meu marido é muito diferente de mim, ele vive de modo mais permissivo, mas sem dívidas, a administradora das contas e que cobra por menos compras sou eu;

A poupança sempre foi meu grande ativo, se é que posso chamar dessa maneira. Mas agora estou mais atenta a outros produtos, mas longe da renda variável e da corrida do ouro (bitcoin por exemplo);

É isso, vim mais para aprender com vocês mas é possível contar um pouco das minhas prosas.

Um abraço!