segunda-feira, 19 de março de 2018

Por onde andei...

Olá amigos da Naza,

apesar de não comparecer no blog para escrever para vocês, continuo acompanhando a blogosfera.
Nesse momento estou em vias de concluir uma pós-graduação, imprimi o trabalho de conclusão de curso, entreguei a banca e nessa reta final aguardo a data de defesa, o que é um pouco angustiante por dois motivos: porque não sei o que esperar da banca; porque quero findar essa etapa.

E eu cheguei ao fim desse ciclo no mesmo período em que fechei a compra de um imóvel e iniciei os trâmites para torná-lo habitável. Leia-se: comprar camas, fogão, geladeira, mesa, cadeiras, sofá, lixeiras, panelas, lençóis, toalha de mesa, panos de chão, varão de cortina, varal de chão, televisão.
Passar a conta d'água pro meu nome; instalar luz; dar uma faxina; instalar antena externa.

E passei por tudo com a ajuda do Espírito Santo, porque encaro a vida sóbria, e é muito difícil.
Não estou reclamando, mas justificando minha ausência, risos. Porque concluir um trabalho final de curso com uma aquisição e trabalhando normalmente não é fácil, tenho que dizer que sou grata!

Tenho percebido que deixei outros furos por aí, totalmente resolvíveis, dentre eles não consegui fechar os meses de janeiro e fevereiro. Me destrambelhei com as contas, ou seja, fui pagando num grau que terminei fevereiro com sessenta reais na conta, não sei dizer o que aconteceu entre o salário entrando e esses sessenta, mas posso dizer que todas as contas de fevereiro foram quitadas.

Assim, pra março, após todo esse furacão passar, consegui até o presente momento anotar TODOS os gastos que tive, desde o rotativo de dois reais até o mercado e as contas fixas e pretendo listar tudo no fim do mês. Vou conseguir apontar meu padrão de vida e como pretendo continuar a saga de viver gastando menos do que ganho e investindo alguma coisa em breve, além de mapear as contas pra frente. Sim, porque pagar impostos, material didático, uniforme, mobiliar uma casa e dar uma boa entrada não poderia ser em dois meses.

Aguardem!

Abraço saudoso!


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Dicas pontuais de economia doméstica - Planilha/caderno para finanças pessoais

Olá amigos da Naza,

tenho percebido na blogosfera financeira que tenho aprendido mais do que tenho a oferecer, pelas dicas de diversos colegas sobre aplicações em ações, na bolsa, trades, FIIs e afins, que confesso não entender muito ainda e necessito de leituras mais profundas ou cursos para iniciantes no tema.

Mas tendo a acreditar que existem pessoas em busca de dicas mais simples para o primeiro passo nas finanças, ou seja, deixar de viver a vida sem qualquer noção de gastos e começar a se organizar para domar seus próprios custos.

Isso não significa que uma vida financeira seja extremamente rígida e inquestionável, e sim que cada passo deve ser sempre refletido pra saber se o rumo está certo e, se for o caso, sentar e refazer o planejamento.

Como não sou nenhuma expert em finanças posso colocar para iniciantes minhas dicas de vida para economia doméstica, onde sempre vivi com menos do que eu ganho, isso desde que era operadora de caixa em loja de rua (há uns quinze anos atrás). Talvez ajude os amigos que ainda não conseguem começar esse desafio.


Segue algumas dicas iniciais:


  1. Tenha um caderno de finanças. Separe um caderno apenas para anotar tudo sobre sua vida financeira, mas se você consegue utilizar com facilidade planilhas em excel baixe algumas na internet e teste se você se adapta, ou se tiver domínio de excel, faça sua própria planilha e aprimore conforme o uso;
  2. Coloque uma meta de curto prazo, e outra de médio prazo logo no início. Vale zerar as dívidas ou colocar um valor de meta para o fim do ano;
  3. Anote mensalmente as entradas e saídas de dinheiro da sua vida como: Entrada: salário, pensão, renda extra e outros valores; Saída: divida em gastos fixos como água, luz, telefone, gás, mensalidade escolar, etc. Essas anotações mensais devem prever gastos variáveis também, de preferência com uma meta de gasto. Exemplo: supermercado: meta R$ 600,00, gasto real 550,00;
  4. Deixe para cada mês duas ou três páginas para anotar situações financeiras do mês, como protocolo de atendimento de alguma conta, cheques emitidos, controle do cartão de crédito, empréstimo ao conjuge, etc.;
  5. Para complementar utilize um aplicativo de gastos diários, para de vez em quando passar para o caderno. Gastos diários podem ser a passagem do ônibus, água, xerox, lanche, pão, aquilo que não entra nos gastos fixos. Mas deve entrar abaixo para ter noção de quanto gasta de verdade;
  6. Dê um OK cada vez que uma conta fixa for paga, de preferência as anote por data de vencimento, para que saiba a prioridade de pagamento;
  7. Os valores de entrada devem ficar na parte de cima das anotações mensais e a saída são os gastos embaixo. No fim do mês se houver anotações de tudo o que entrou e saiu haverá um saldo, negativo ou positivo;
  8. O saldo positivo deve ser anotado na entrada do mês seguinte e informado onde vai ficar, conta-poupança, tesouro ou renda fixa. O saldo negativo deve ser combatido imediatamente! Porque faltou dinheiro? De onde saiu esse valor negativo, do cartão, do cheque ou de empréstimo? O que pode ser feito para quitar esse valor? Há algo a vender dentro de casa pra resolver de imediato? Como diminuir os gastos nesse mês para zerar essa dívida? 
  9. Com saldo negativo ou positivo anotado no caderno, o valor gasto no mês dá condições de descobrir onde há gordura pra queimar. Pode ser nos gastos diários ou nas contas fixas. Se nos gastos diários há um consumo de água na rua é necessário passar a levar sua própria garrafa, lanche idem. Nas contas mensais pode repensar o plano de telefone com internet ou assinatura de TV, todo ano ligo para a empresa de telefone com internet e choro um desconto, sempre funciona;
  10. Não abra mão do que te faz feliz se as contas estão fechando, como fazer a unha ou almoçar com a família fora. E se for o caso de zerar dívidas, pare imediatamente com esses gastos e use como meta para voltar a fazer quando as contas estiverem em dia. Uma vida financeira não pode ser um instrumento de tortura. 
Pretendo passar a ter um dia por semana pra trocar ideias, mas enquanto estiver com alguns compromissos de estudo torna-se difícil cumprir essa proposta.
No mais uma boa semana a todos!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Adquiri mais um imóvel.

Amigos da Naza,

eu não estou realmente acreditando que 2018 começou a mil por hora, mas eu creio que oportunidades aparecem para quem está preparado para elas.
Isso é na vida: só passa num concurso quem está em ritmo de estudo, um bom emprego é sempre para alguém qualificado naquele cargo, e uma boa compra só é possível com um bom valor em mãos.

Há alguns anos tenho o hábito que ir para uma área aqui do meu Estado que possui muitas praias, e nesse local consigo relaxar e me preparar para retomar a rotina de sempre: chefe de setor, esposa, dona de casa, mãe e estudante (esse status na reta final). E sempre vislumbrei a compra de um imóvel nessa área. Era um sonho familiar, meu marido também gosta muito do local e sempre conversamos sobre o tema, como algo longe da realização, mas possível.

Um casal muito próximo comprou um imóvel por lá e fomos convidados a passar uns dias na casa deles. A casa ficava num condomínio e ficamos encantados. O vizinho de parede deles é um corretor do local e combinamos de conhecer uns imóveis pelo condomínio. De antemão, percebi no corretor que ele não me levou muito a sério, esse casal que nos hospedou tem "aparência" enquanto que eu e meu marido somos pessoas simples.

Mas fizemos o combinado, o corretor nos deu um chá de cadeira de mais de uma hora e quando desistimos ele apareceu, fez uma mea culpa e começamos a conhecer alguns imóveis. Vimos terrenos que só tinha a sapata, uma casa semi-pronta e três casas prontas que não me agradaram e realmente achei que ia ser apenas um passeio imobiliário, sem nada demais. Mas desde o início ele ventilou um imóvel muito interessante e bem localizado, sem mais nada a fazer na parte estrutural e de acabamento. Esse imóvel tinha um valor inicial de 150k, mas a proposta do dono era uma entrada de 90k, sessenta parcelas de 2k e cinco intermediárias de 5k

Como sei fazer cálculos básicos entendi que seriam R$ 90.000,00 mais R$ 145.000,00 a prazo, o que aumentaria o valor da casa pra R$ 235.000,00 em cinco anos, na minha opinião um absurdo. Mas como tomamos mais de uma hora do tempo dele e nos dispomos a conhecer todos os imóveis fomos ver a tal casa.

Gente, a casa era mesmo ótima! Bonita, bem localizada, e sem nada a fazer pra entrar, basta ligar água, luz e dar uma boa faxina. Eu e meu marido ficamos muito interessados no imóvel e começamos a conversar sobre o valor. Dai que ouvimos do corretor que o valor do imóvel que é novo vale uns R$ 180k, e que o dono do imóvel construiu muitos imóveis na região mas como sempre reinvestia o valor em outras construções e ficou sem dinheiro, assim precisava vender logo um deles para gerar capital para outros investimentos dele. Por isso o valor baixou para R$ 150k.

Daí perguntei a quanto ele faria se eu desse uma entrada de 100k. O corretor me olhou com mais interesse e disse que podia fazer a 140k e perguntou quanto podíamos pagar por mês. Dissemos 2k e ele propôs vinte parcelas de 2k sem juros, dando os 100k de entrada. E assim fizemos mais uma aquisição imobiliária, a terceira ao longo da vida (a primeira casa passamos para os meus pais e compramos o nosso atual apartamento).

Sei que muitos aqui na blogosfera podem considerar um mau negócio aplicar dinheiro numa segunda casa, que são mais contas fixas mas tenho algumas considerações a fazer que me induziram a fechar negócio.

1. Meu marido mão aberta. Desde o primeiro post comento com certo desânimo o fato de ser uma pessoa muito controlada enquanto que meu marido não guarda dinheiro. Isso não o torna uma pessoa endividada, mas também não tem uma poupança de emergência. Pra fechar a compra da casa ele assumiu as prestações, colocou um dinheirinho na minha mão e vai chegar junto nos outros gastos. E eu fechei esse combinado com ele por dois motivos: o primeiro é que ele sempre cumpriu sua palavra nas outras vezes que compramos imóveis; o segundo motivo é que estamos juntos há quinze anos, casados em comunhão parcial de bens e temos uma filha. Ou seja, melhor que ele participe porque tudo o que fazemos se traduz no bem estar da nossa família.

2. Área em expansão, bem localizada, com possibilidade forte de valorização. Esse local começou a crescer há poucos anos, e tem se estendido numa série de condomínios e lotes com valores e perfis para todo gosto. E por conta da expansão o local está com o comércio bem localizado e hoje dispõe de todos os tipos de serviços para quem precisa fazer compra ou lazer. Onde a casa está é uma área mais interessante, e está começando a ter investimento comercial turístico, o que pode valorizar a casa para locação ou mesmo uma venda no futuro.

3. Local tranquilo, bom para descansar e deixar minha filha mais livre. Frequentamos essa área há uns sete anos e temos dois familiares com imóveis próximos a casa, como é um condomínio de casas há mais liberdade de brincar dentro das ruas, há duas pracinhas com brinquedos e condições de descansar da correria que vivemos. Minha filha é criada em prédio e vejo esse local como um local para ela curtir a infância, aproveitar mesmo.

4. Eu não entrei em dívidas para fechar o negócio. Mais ou menos. Há o valor restante, que meu marido vai assumir, mas o que quero dizer é que o valor que falta cabe dentro do meu bolso também, e se houver uma emergência para quitar o imóvel tenho linha de crédito pra isso, ainda que não seja meu interesse. Faremos os pagamentos em boletos, sem entrar juros pra ninguém, e podemos nos organizar pra quitar se entrar algum valor a mais durante os vinte meses.

Enfim, acredito que foi uma oportunidade abençoada de investir meu dinheiro em algo bom, envolvendo meu marido nos meus planos financeiros.

E se der errado, vira uma experiência e decerto contarei pra vocês também. Mas eu prefiro acreditar que vai dar tudo certo sim, rs.

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Diante de tudo, ainda não consegui mensurar o valor que vou gastar por mês com despesas fixas, apenas uma estimativa. E para adentrar na casa, tivemos diversas despesas em dinheiro. Enfim, preciso refazer minha perspectiva pra 2018.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

2018 começa diferente do meu planejamento... mas pra melhor!

Olá amigos da Naza!

embalada pelas promessas de fim de ano e até para criar metas pessoais fiz um post no estilo ano novo, baseado na tríade aporte, estudos e planejamento de rotinas, cheia de gás para terminar 2018 com uma bela alavancada nos investimentos.

Mas... tudo mudou! E a primeira promessa acaba de morrer da maneira que foi descrita.

Meu primeiro post era pra celebrar os quase 100k (na verdade 97k) que estavam aportados em poupança, renda fixa e tesouro direto e utilizar esse valor como ponto de partida para a primeira meta/promessa do ano.

Era! Não tenho mais um centavo desse valor, pois fechei um negocio.

Ainda não posso comentar porque falta alguns trâmites, mas passo apenas para informar que continuo lendo os amigos e me inspirando. Mas diante de um trabalho que preciso concluir nesse mês de janeiro e da inusitada oportunidade que apareceu, não consegui ter o sangue frio de sentar e fazer um post.

Em breve narro o negócio que fechei e as minhas metas reescritas, dentro da possibilidade real de aporte.

Um abraço!

sábado, 30 de dezembro de 2017

Em 2018 eu vou...

Olá amigos da Naza,

Não é fácil pensar em metas para o próximo ano, pelo menos as que envolvem maior disciplina com a saúde e alimentação são difíceis de manter no meu cotidiano. No caso das financeiras, nunca me atrevi a colocar no papel e enfrentá-las.




Mas como disse meu amigo Senhor Bufunfa, metas públicas ajudam a manter o compromisso de cumpri-las, e quando há um propósito maior é importante registrar para que no fim do ano seja objeto de reflexão.

1. Para iniciar minha projeção financeira, tenho por meta aportar em média R$ 3.340,00 por mês para os próximos cinco anos. Esse valor multiplicado por sessenta meses, sem a inclusão de juros e correção, deve alcançar o montante de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Assim, para o ano de 2018 a perspectiva é de investir ao menos R$ 40.080,00 (quarenta mil reais e oitenta centavos).

Esse valor é em torno de 40% dos meus rendimentos líquidos. Como sou servidora pública tenho condições de estipular essa meta e como minhas contas são divididas com o marido acredito que, vivendo uma vida com o básico e de vez em quando um lazer, é possível cumprir até o fim do ano de 2018. É ousado, mas tenho que ter foco para alcançar!





 2. Minha segunda meta é partir para a educação financeira, a fim de aumentar minhas condições de negociação com a minha gerente e/ou estudar a possibilidade de troca de banco. Sou correntista no Banco do Brasil, a mesma agência da minha instituição, mas isso não tem sido vantajoso nem desvantagem até o momento. Mas acredito que se eu mergulhar mais no assunto posso rever essa afirmação.
Tenho alguns livros que tratam de produtividade e finanças, mas todos muito genéricos sobre o tema. A proposta é ler livros com maior conteúdo sobre investimentos fixos e variáveis, mas sem desespero por lucro. A ideia é apenas entender mais para aportar melhor.



3. E por fim a última meta financeira é melhorar algumas rotinas que me deixam sem margem para o cumprimento da meta. Digo margem para colocar mais dinheiro em outros meses, pois os meses de janeiro e dezembro são difíceis de aportar. O mês de janeiro tem IPTU, IPVA, Conselho, uniforme e material escolar. O mês de dezembro tem a anuidade da escola (que foi post no início do mês).

Mas eu tenho solução para criar essa margem e passa pela organização do tempo para cumprimento das metas. Me organizar toda semana para deixar marmitinhas prontas, comprar presentes para as festas de aniversário que minha filha frequenta com antecedência, pesquisar mais antes de adquirir coisas por impulso, arrumar os armários antes de ir ao supermercado, cuidar da beleza em casa, com produtos de salão adquiridos em casas especializadas, cuidar melhor das coisas que já tenho, doar o que está sem uso, enfim, como diz o William Douglas, afiar o machado antes da lida. Ainda que a fábula seja aplicada pelo William para os concurseiros (e eu a utilizei muito nesse propósito), se organizar para a rotina e preparar as ferramentas antes das atividades ajudam muito a realizar melhor e com mais qualidade aquilo que se propõe.

E vocês amigos, já colocaram no lápis o planejamento de 2018?




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O que entra na conta para chamar de "carteira de ativos"?

Olá amigos da Naza,

tenho pensado em colocar os valores que tenho poupado e contribuir para o ranking da blogosfera financeira, mas tenho muitas dúvidas.







O que deve constar na "Carteira de Ativos"? (FRUGAL, 2017). Termo que vi no Blog do Aportador Frugal e mais condizente com a minha questão.

Casa própria entra? Carro não né?

O Tesouro é o valor que pagou ou o valor que aparece no APP da corretora?

Gostaria de começar 2018 com o fechamento desse ano e algumas metas para refletir no fim do ano que vem.

A princípio o que tenho estimado é:

Tesouro Direto:
Poupança:
Brasilprev (eu):
Brasilprev (filhota):
Casa:
Carro:

O carro foi adquirido pelo valor de a vista em vinte e quatro vezes e concluo no mês de março de 2018, pago parcelinhas de R$ 480,14.


Não tenho outras dívidas, o apartamento adquiri com o marido e desde a compra ele deu uma valorizada.

Quem conhece um link dos amigos com dicas na blogosfera ajuda uma iniciante.




segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O que fica pra 2018 que afeta as contas?

Boa tarde amigos da Naza,

semana passada deixei quase que um desabafo sobre o meu mês mais pobre do ano, onde por conta da escola da minha filha as contas fecham no negativo. Fora as considerações pela minha equipe de trabalho, que é fechamento o ano inteiro.
E aí houve a colaboração do Senhor Bufunfa que vem refletindo sobre os filhos, quando ter, como ter e o que gastar. E isso gerou com outras questões de filhos um post no blog dele e como ele citou a anuidade da escola da minha filha algumas pessoas se assustaram e virou um debate bem interessante, inclusive pra mim.
Essas questões viraram uma reflexão, e venho expor com toda a franqueza e respeito que acredito que deva existir na blogosfera financeira, não apenas sobre um custo de escola mas também de valores que acredito, e que devo levar para 2018.


  • A escola da minha filha:
Acho que não ficou claro todo o contexto da escola e por isso tantas pessoas se assustaram. Moro numa capital da Região Sudeste, num bairro classe média e as escolas aqui na educação infantil custam a partir de R$ 400,00 por mês. Essas escolas mais baratas funcionam geralmente numa casa e o aluno se limita a própria sala de aula, ao espaço do recreio e quando há mais espaço um pequeno pátio. 
Eu digo isso porque fui pesquisar antes de optar pela escola da minha filha, que antes ficava em uma creche com a parte escolar no mesmo estilo. Como minha filha é muito tímida, o primeiro ano do maternal foi determinante para observar se ela ficaria nessa creche integrada, mas foi um desastre do ponto de vista pedagógico, ela não se desenvolveu na etapa mais lúdica, que é a coordenação motora, conhecer as primeiras letras, etc...
Existem creches gratuitas da educação infantil aqui? Existem, muitíssimo disputadas, com preferência para quem é assistido por programas sociais. 
Assim, fui visitar uma escola grande, de administração católica (eu sou de outra igreja), que possui da educação infantil ao ensino médio e gostei muito do ambiente. E desde 2016 ela estuda nesse local. Lá possuem educação psicomotora, natação, sala de vídeos, laboratório de informática e biblioteca, cujas atividades estão planejadas no horário da turma. Isso foi um choque pra ela no início, com muitas visitas minhas à coordenação, porque a timidez foi mais evidente, mas com acompanhamento tudo de resolveu e a partir disso ela deu uma guinada pedagógica, evoluiu e se mostra muito curiosa e inteligente.
A anuidade de 2018 será de R$ 10.300,00, o que gera uma mensalidade de R$ 858,35. Por isso irei lá nesse mês pra quitar a anuidade e ganharei dez por cento de desconto, o que dá mais de R$ 1.000,00 por mês. Vale a pena? Vale, porque um filho se desenvolvendo e feliz não tem preço.

O dualismo da escola pública ruim e a particular boa e de alunos bons na pública e playboys na boa possuem mais variáveis do que julga a nossa vã filosofia. Mas como mãe digo a vocês que os pais sempre darão o melhor pra seus filhos. Esse é o melhor que posso dar. Existem escolas ainda melhores e mais caras, mas dentro que consigo oferecer esse é o melhor quadro no momento.

Posso pagar a escola? Sim. Me endivido por causa dela? Não, porque tenho uma poupança apenas pra esse momento. 

  • Morar em bairros periféricos gastando menos ou em melhor localização gastando muito mais:
Já vivi os dois! 
Morei trinta anos muito mal, e passei toda a infância, adolescência e juventude em uma cidade da região metropolitana precária e tudo que precisava estava sempre longe, muito longe.
A escola que estudei até os oito anos eram dois quilômetros a pé, depois dos nove aos dezesseis estudava em outra cidade, a quinze quilômetros de distância e faculdade que fiz dos 21 aos 25 eram setenta quilômetros. Na juventude fazia dois estágios e faculdade a noite, e por quatro anos dormia apenas quatro horas por dia. Com o dinheiro pagava muita passagem, comia o estritamente necessário e sobrevivia. 
Quando passei no concurso continuei a morar nesse lugar por mais quatro anos, e meu salário rendia muito bem. Lá só tinha mercado e salão de beleza, como não frequento salão não gastava quase nada além de luz, telefone, internet e um almoço no fim de semana. Juntei dinheiro e comprei casa e depois meu carro. Fora os dias que ficava até seis horas na condução  havia suas vantagens, do ponto de vista financeiro.
Mas tem uma hora que cansa você viver numa cidade dormitório e foi assim que me organizei e peguei um apartamento financiado na  CEF. A mudança chocou meu marido. Hoje moramos há um raio de um quilometro no máximo de todos o serviços essenciais: banco, supermercado, INSS, lojas, restaurante, escolas, cursos, dentistas, hospitais. Se antes chegava a ficar três horas no ônibus pra chegar ao trabalho, hoje o faço em vinte minutos em média, mas sem trânsito levo oito. A cultura do local é totalmente distinta de onde vim. Aqui há a distância no tratamento ao cliente e na emissão do serviço. O que também acho bom, não quero ser amiga de quem instala um toldo na minha casa, e sim uma cliente educada e justa. 
A desvantagem? Pago condomínio por se tratar de um apartamento, os serviços são mais caros, tenho mais contas fixas. E ao mesmo tempo tenho acesso a tudo muito fácil, o que me obriga a me policiar pra não gastar demais.

Posso morar aqui? Posso. Consigo pagar as contas e ainda aportar? Consigo. Tenho mais qualidade de vida? Sim. 
Então fica a escolha de morar em um lugar mais caro com mais qualidade de vida.

  • A adoção do minimalismo no consumo:
Eis um tema da moda, que lá em casa já existia desde sempre, o minimalismo. O minimalismo é viver bem com o minimo necessário. Preciso de duas jaquetas jeans? Não, porque já tenho uma. E sapatos, tenho cinco, está bom, quando um rasga compro outro pra repor. Bolsa, tenho uma grande preta, uma média vinho, uma pequena azul, como não uso a azul ficarei com duas. Roupas de cama são três lençóis, um na cama e dois no armário, dá pra trocar e ter acidente que não fico na mão. 
Não preciso comer na rua todo dia por conta do trabalho, posso me organizar e levar minha marmitinha. Tenho dois computadores, um tem cinco anos e outro nove, uso os dois com frequência então nada de troca. Como disse acima, salão dificilmente tem minha presença lá pra fazer cabelo e unha. As roupas entraram num processo de serem adquiridas em lojas mais caras, com tecidos melhores, mas em pouca quantidade, somente o necessário.
Não fumo, não bebo nada alcoólico, não tenho hábitos noturnos, não peço mais delivery, não tenho diarista, não frequento shopping... 

Pretendo que continue assim...


Enfim, existem variáveis na vida a considerar sempre, e cada um deve refletir sobre suas práticas, escolhas e necessidades, pra saber o que é essencial e o que não é, mas sempre sendo honesto consigo mesmo. As finanças não são um fim nela mesmo, não podem ser o foco do coração e sim parte do planejamento de vida, com metas para curto, médio e longo prazo, pra que a vida seja vivida com o máximo possível de coerência. Gosto do Cerbasi quando ele diz que até o lazer deve ser previsto, se ele for algo essencial na vida de alguém. 

E vocês amigos da Naza, tem refletido sobre o que é essencial ou não? O que não pode faltar pra viver sem pirar, respeitando seu foco financeiro?